quinta-feira, 4 de junho de 2026

OS BEIJA-FLORES QUE OCORREM EM NITERÓI

 

                                                                        Beija-flor preto 


OS BEIJA-FLORES


    Também são conhecidos como colibri, chupa-flor e guainumbi (tupi - "guirá-mimbig" = ave cintilante).

    Pertencem a família TROCHILIDAE, divididos em cinco subfamílias: FLORISUGINAE, PHAETHORNITHINAE, POLYTMINAE, LESBIINAE e TROCHILINAE. Em Niterói ocorrem representantes de 3 das 5 subfamílias (Tabela 1).

            O comprimento total dos beija-flores varia de 5 cm (Calypte helenae) a 23 cm (Patagona gigas). Estas espécies não ocorrem no Brasil. Calypte é endêmica de Cuba e Patagona é ave dos Andes. 

Patagona gigas  (Foto de Devon Pike no Peru)


Melissuga helenae (Foto de Charles J Sharp)

            O menor beija-flor brasileiro é o topetinho-vermelho (Lophornis magnificus) com 6,5 cm de comprimento, e o maior é o beija-flor-brilho-de-fogo (Topaza pella) da região amazônica. 

Lophornis magniificus (Foto de Baraodorio - Wikipedia)

Topaza pella (Gravura de John Gould, foto de Constantine Richter - Wikipedia)

           Quase todos nós já vimos uma imagem, um filme, uma gravura sobre as famosas linhas de Nazca. Estas linhas são um dos maiores mistérios arqueológicos da América do Sul e uma das expressões mais impressionantes da arte geoglífica do mundo antigo. Localizadas no deserto de Nazca, no sul do Peru, essas gigantescas figuras foram traçadas diretamente sobre o solo árido e seco da região, que ajudou a preservá-las por séculos. De cima, é possível reconhecer formas de animais como macacos, beija-flores, aranhas, além de figuras geométricas e humanoides. O acesso visual, no entanto, só foi plenamente compreendido após o surgimento da aviação, o que aumentou ainda mais seu fascínio. Um dos símbolos mais conhecido é o beija-flor, com uma grande representação, que mede cerca de 100 metros de comprimento. A figura do beija-flor pode estar ligada à espiritualidade e à adoração dos deuses da natureza.

    Este é um trecho do original publicado em Exame.com. Leia a matéria completa em https://exame.com/mundo/guia-mundo/o-que-sao-as-linhas-de-nazca-e-como-foram-feitas/?utm_source=copiaecola&utm_medium=compartilhamento 

           O bico dos beija-flores é do tipo circular, também conhecido como “terete”, um termo adotado da botânica para designar uma secção circular, como se fosse um canudo de refresco. Bico de comprimento variável, fino, reto (às vezes curvado    para cima, ou para baixo), cilíndrico (às vezes comprimido). Cauda de forma variável. Asas longas, planas, pontiagudas, secundárias extremamente curtas. Pés pequenos, fracos, tarsos sem penas ou com penas e não mais longos que o dedo médio com unha, hálux grande e incumbente, três dedos anteriores de comprimentos diferentes, unhas fortemente curvadas e agudas. Plumagem compacta, coloração brilhantemente metálica em ambos os sexos, mas menos nas fêmeas.

Os beija-flores são considerados pequenas maravilhas aladas, embora sejam aves bastante belicosas e persistentes na defesa de seus territórios e áreas de alimentação. O beija-flor tesoura, por exemplo, persegue com determinação as aves que se aproximam da garrafa de alimentação a qual está acostumado.

Apresentam um notável brilho na plumagem e são frequentemente adornados com cristas elaboradas, babados e caudas incomuns. Em muitas espécies a plumagem é altamente iridescente, mas apesar da coloração brilhante, algumas parecem quase negras com pouca luz.

São encontrados apenas nas Américas e ocorrem do Alasca à Terra do Fogo, sendo mais abundantes nos trópicos. Ocupam todo tipo de ambiente; desertos, florestas e campos abertos, desde o nível do mar até os Andes.

Seu poder de voo é admirável. As asas batem tão rapidamente que são praticamente invisíveis quando pairam imóveis diante de uma flor. São capazes de disparar para trás ou em qualquer direção de forma brusca.

Alimentam-se de néctar e insetos minúsculos. 

São comuns nas cidades frequentando os jardins e quintais das residências. O “boom” imobiliário que vem ocorrendo em Niterói está afastando os beija-flores das áreas urbanas e algumas espécies como o beija-flor-preto é muito difícil de ser visto atualmente.

Em Niterói ocorrem pelo menos oito espécies de beija-flor, listadas na Tabela 1, abaixo.

        Tabela  1. ESPÉCIES DE BEIJA-FLOR QUE OCORREM EM NITERÓI


SUBFAMÍLIA

ESPÉCIE

NOME POPULAR

Florisuginae

Florisuga fusca

Beija-flor-preto

 

Phaethornithinae

Phaethornis ruber

Besourinho-da-mata

Glaucis hirsutus

Balança-rabo-de-bico-torto

 

 

Trochilinae

Chlorostilbon lucidus

Besourinho-de-bico-vermelho

Thalurania glaucopis

Beija-flor-de-fronte-violeta

Eupetomena macroura

Beija-flor-tesoura

Chionomesa fimbriata

Beija-flor-de-garganta-verde

Chlorestes cyanus

Beija-flor-roxo


            Os ninhos são construídos com líquenes, teias de aranha, vegetais e são presos a galhos, rochas, ou em folhas ou forquilhas. Põem um ou dois ovos brancos.
            Augusto Ruschi criou em 1973 uma classificação para os ninhos dos beija-flores de acordo com a sua construção, materiais utilizados e a localização na vegetação.

Tipos de ninhos de beija-flores segundo a classificação de Augusto Ruschi

            Para saber  mais sobre os ninhos dos beija-flores veja

https://blogalinaceus.blogspot.com/2026/06/os-tipos-de-ninhos-dos-beija-flores.html


Ninho tipo I

O ninho do tipo I tem forma alongada com um prolongamento em forma de cauda a partir da base da câmara de incubação. É confeccionado com fibras deixando perceptível o interior da câmara através da rede formada pelas fibras das folhas de palmeiras. Usa teia de aranhas para fixar o material (fragmentos de folhas e gravetos) que forma a cauda do ninho.

Ninho tipo II

O ninho do tipo II é semelhante ao tipo I, com prolongamento que parte do corpo da câmara de incubação, sendo, porém construído de material macilento e compacto e não de fibras, tendo musgos, liquens, fragmentos de folhas e ramos fixados à parede externa com teia de aranhas.

Os ninhos dos tipos I e II ficam pendurados na extremidade das folhas de samambaias, palmeiras e helicônias.

Ninho tipo III

          O ninho do tipo III tem formato de tigela sem prolongamentos em forma de cauda, confeccionado de material macilento, todo fixado externamente com teias de aranhas. As paredes externas podem ser nuas, parcialmente ou totalmente cobertas de liquens. Ao contrário dos outros dois tipos, este tipo de ninho é construído sobre ramos horizontais, nas forquilhas ou na junção com ramos verticais. Neste tipo está incluída a maioria dos ninhos de beija-flores. O ninho do tipo III tem quatro subtipos.

1º subtipo

Neste subtipo estão incluídos os ninhos confeccionados exclusivamente com material macilento, como paina de Thypa, Bombax, Chorisia, Bromeliaceae, Gramineae e Compostas. Esse material é fixado com teias de aranha nas paredes externas do ninho. Geralmente são construídos no centro do limbo foliar de plantas com folhas consistentes e estendidas horizontalmente. Não há liquens fixados nas paredes externas.

2º subtipo

Neste subtipo estão incluídos os ninhos confeccionados de madeira em decomposição e elaborado com a saliva das fêmeas, o que dá a esses ninhos um aspecto celulósico, sem ornamento externo nas paredes a não ser teia de aranha para melhor fixação e consistência. Não há liquens fixados nas paredes externas.

3º subtipo

Neste subtipo o ninho é todo confeccionado de musgo, sem qualquer outro material, sendo fixado com teia de aranhas e a mucosidade que a fêmea produz. Comum nas espécies das regiões andinas.

4º subtipo

Neste subtipo os ninhos são confeccionados exclusivamente de material macilento, como lã de animais, como as ovelhas. Na parte interna da câmara oológica usam plumas de aves. O material é fixado nas paredes externas do ninho com teia de aranhas e a mucosidade fabricada pelas fêmeas. Podem ter formato alongado e a câmara oológica é bastante profunda. São fixados às paredes das rochas no interior de cavernas ou reentrâncias rochosas.

Ninho tipo IV

Neste tipo estão incluídos os ninhos de formato esférico com um orifício de entrada lateral. É confeccionado de fibras de plantas e de finíssima espessura, com pouco musgo. Às vezes têm a parte posterior mais alongada, tornando-se mais cilíndrico. Tem um material mais macilento no interior da câmara. 



Definições do status da espécie segundo GAGLIARDI (2011)

STATUS DE ABUNDÂNCIA

A frequência de uma espécie pode variar localmente. A abundância informada busca retratar uma média no Estado do Rio de Janeiro.

CM = Comum

QC = Quase comum

ICM = Incomum

LC = Localmente comum

RR = Rara

DD = dado desconhecido

Possibilidade de  encontrar a espécie em uma saída de campo, baseado em nossa experiência.

AA (alta); MA (muito alta); BA (baixa); MB (muito baixa); RE (remota); IM (improvável).

 STATUS DE OCORRÊNCIA

R = Residente

RINV = Residente invasor

RINT = Residente introduzido

V = Vagante

VN = Visitante do Norte

VS = Visitante do Sul

PL = Pelágico

DD = Dado desconhecido

STATUS DE CONSERVAÇÃO

EXT = Espécie provavelmente extinta

CP = Criticamente em perigo

P = Em perigo

V = Vulnerável

PA = Provavelmente ameaçada

QA = Quase ameaçada

PE = População estável

DD = Dado desconhecido

 


 

OS BEIJA-FLORES DE NITERÓI

BALANÇA-RABO-DE-BICO-TORTO

Rufous breasted Hermit

Glaucis hirsutus

Trochilidae/Phaethornithinae

Foto de Charles J Sharp


ICM/R/DD/MB. 11 a 13 cm, 7 a 9 gramas.
Também chamado de Balança-rabo-de-cauda-marrom. Ocorre NE da Venezuela, Guianas, Bolívia, N até SE do Brasil.

Florestas de baixada, nas encostas até 600 m de altitude e na capoeira alta. Floresta tropical, floresta secundária. Borda de floresta, riachos, manguezais, pântanos, pastagens, pradarias arbustos densos, moitas de Heliconia, bosques. Solitário, empoleira-se baixo, raramente em galhos altos.

Alimenta-se de néctar e pequenos artrópodes.

O ninho é do tipo 1 de Ruschi, construído na face inferior de folhas grandes como a das palmeiras e bananeiras. É um ninho de paredes finas, confeccionado com pedaços de plantas e adornado com liquens e fragmentos vegetais. O ninho mede 30,5 cm de altura, 28 cm de profundidade, com diâmetro externo de 5,4 e interno de 3,1 cm. Os ovos pesam 0,76 g e medem 15,5 – 16,0 X 9,0 – 10,0 mm, e são incubados por 16-17 dias. Os filhotes deixam o ninho com 22 dias de idade.

BEIJA-FLOR-PRETO

Black Jacobin 

Florisuga fusca

Trochilidae/Florisuginae

Foto  M Lemos

CM/R/PE/RE. 12 cm. 
Também chamado de beija-flor-preto-de-rabo-branco. É inconfundível. A plumagem o torna bastante visível em voo. 

Trata-se de um endemismo de habitats florestais do leste do Brasil, do sul ao nordeste da Argentina, em uma faixa bastante estreita ao longo do litoral.

Pode ser visto nos jardins e praças nas áreas urbanas e também nas beiradas de matas e capoeiras. Costuma pousar nas copas de arvores altas.

Alimenta-se do néctar das flores de diversas espécies tanto nativas como introduzidas. Ocasionalmente pode ocorrer em grupos grandes de mais de 10 indivíduos em locais com abundância de néctar. Pequenos invertebrados como aranhas, também fazem parte de sua alimentação.

Na confecção do ninho utiliza paina e teias de aranha. O ninho tem formato de tigela, fixada na vegetação. É um ninho do tipo III na classificação de Augusto Ruschi. A postura pode conter 1ou 2 ovos brancos, as vezes com tons rosados pálidos.


BEIJA-FLOR-DE-FRONTE-VIOLETA

Violet-capped Woodnymph

Thalurania glaucopis

Família Trochilidae/Trochilinae

Foto de Ron Knight

CM/R/PE/BA. 11 cm. 
Também chamado de tesoura-de-fronte-violeta ou beija-flor verde. 

Habita matas e cerrados, fazendo pequenas migrações locais. Ocorre nas grandes cidades, sendo abundante, por exemplo, no Rio de Janeiro.

Alimenta-se de néctar e insetos, atuando como importantes polinizadores.

O ninho é do tipo III, subtipo 1 da classificação de Augusto Ruschi, construído de material macilento, como paina da taboa, gramíneas e bromélias, e as paredes externas são cobertas com escamas do samambaiaçu e líquens verde-acinzentados fixados com teias de aranha, com formato de tigela fixada em um ramo horizontal entre 1,5 a 3,0 metros do solo.

A postura consta de dois ovos brancos que são incubados durante 15 dias e os jovens permanecem no ninho até os 25 dias de idade. Os cuidados com a prole, a construção do ninho e a incubação são encargos da fêmea.

BEIJA-FLOR-DE-GARGANTA-VERDE

Glittering-throated emerald

Chionomesa fimbriata

Família Trochilidae/Trochilinae

Foto de Dario Sanches


CM/R/PE/AA. 9 cm. 

A fêmea é semelhante ao macho, porém mais fosca.  

Ocorre nas áreas de florestas halófilas das restingas e na faixa de influência marítima litorânea. Adapta-se à vida nas cidades onde frequenta parques e jardins.

Alimenta-se de néctar das flores e ingere alguma porção de pólen enquanto suga o néctar, mas também captura insetos na vegetação ou no ar. Utiliza as flores das bromélias, cactos, flamboyants, helicônias e hibiscos. Busca também as flores dos cítricos, como as laranjeiras.

O ninho é do tipo III, 2º subtipo da classificação de Augusto Ruschi, ou seja, em formato de tigela ornamentado de líquens ou fragmentos de madeira em suas paredes externas, com 5,4 centímetros de altura e diâmetro externo de  três centímetros, construído em forquilhas dos ramos mais finos. A postura consta de dois ovos brancos, que são incubados durante 15 dias, e após a eclosão os filhotes permanecem no ninho por 25 dias. A época de reprodução vai de novembro a abril.

BEIJA-FLOR-ROXO

White-chinned sapphire

Chlorestes cyanus

Família Trochilidae/Trochilinae

Foto de Dario Sanches

QC/R/PE/BA. 9 cm.
 Embora também possua o bico vermelho com ponta negra, diferencia-se visualmente de Chlorostilbon lucidus por sua coloração arroxeada.

Habita originalmente a floresta alta, cerrados, capoeiras e campos arborizados, podendo ser encontrados em cidades como Niterói e Rio de Janeiro. Faz pequenas migrações locais em busca de alimento.

Alimenta-se de néctar e pequenos insetos e tem preferencia por flores de trepadeiras. Visita também as bromélias, as leguminosas e os hibiscos nas cidades.

O ninho é do tipo III, 2º. subtipo da classificação de A Ruschi. É uma tigela ornamentada com líquens e fragmentos de madeira na parte externa, construído em um ramo horizontal ou de pouca inclinação, a uma altura que vai de 1,5 a 4,0 metros do solo. A postura é de dois ovos brancos que são incubados por 14 a 15 dias, e os filhotes permanecem no ninho por 26 dias.

BEIJA-FLOR-TESOURA

Swallow-tailed hummingbird

Eupetomena macroura

Trochilidae/Trochilinae

Foto M Lemos

CM/R/PE/MA. 19 cm. 
É um beija-flor grande e dos mais comuns, sendo facilmente reconhecível graças a sua cauda bifurcada, de coloração azul escura.

A fêmea é igual ao macho, porém é menor.

Ocorrem dentro das cidades, nos jardins, campos e nas bordas de mata não penetrando na floresta.

É bastante belicoso disputando acirradamente as flores e as garrafinhas com néctar que são colocadas nas varandas das casas. Conseguem expulsar outros beija-flores e até mesmo outras aves como as cambacicas (Coereba).

É um ninho do tipo III, espesso forrado de paina, adaptado a um galho fino e não muito protegido, e a postura de dois ovos brancos ocorre de outubro a maio. Esta espécie pode ser vista copulando a partir do mês de agosto.

BESOURINHO-DA-MATA

Reddish hermit

Phaethornis ruber

Trochilidae/Phaethornithinae

Foto de elis.simpson
 

CM/R/PE/MB. 7,5 CM. 

Habita florestas, bosques, bordas de mata, bosques, matas, savanas, áreas em recuperação e nas cidades em parques e jardins. Foi visto no jardim em casa (Santa Rosa) em 01/03/2014, e novamente em 23/12/2017, 2 indivíduos. Procuram as flores do camarão-vermelho (Justicia brandegeana), uma Acanthaceae muito comum nos jardins.

Geralmente solitário, forrageia nos ramos inferiores e médios da vegetação. A alimentação consiste de néctar de flores, porém complementa com pequenos artrópodes.

Ninho do tipo II, de aspecto cônico com uma espécie de cauda pendente, suspenso em folhas de palmeiras e outras árvores. Utilizam painas e outros materiais vegetais delicados. A postura consta de 2 ovos brancos elípticos.

BESOURINHO-DE-BICO-VERMELHO

Glittering-bellied emerald      

Chlorostilbon lucidus

Trochilidae/Trochilinae


Foto M Lemos

CM/R/PE/AA. 9 cm. 
Habita os bosques, as capoeiras, borda de mata e áreas abertas, em árvores isoladas, savana, áreas com crescimento secundário, bosques e plantações, mas pode ser visto com certa facilidade nas cidades onde frequenta as praças, jardins e os quintais arborizados, acostumando-se a beber nas garrafinhas penduradas nas varandas das casas.

A alimentação, como de todo beija-flor é composta basicamente de néctar complementada com pequenos insetos e aranhas.

O ninho é do tipo III, subtipo 2 da classificação de Augusto Ruschi, em formato de tigela ornamentado com líquens ou fragmentos de folhas e madeira nas paredes externas. Mede 6,4 centímetros de altura e 5,8 centímetros de diâmetro externo. A postura é de dois ovos brancos elípticos que são incubados durante 10 a 14 dias, e os filhotes abandonam o ninho com 20 a 23 dias de idade.



CHAVE ARTIFICIAL PARA IDENTIFICAÇÃO VISUAL DOS BEIJA-FLORES DE NITERÓI (MACHOS)

I.                   COR PREDOMINANTE

1.      Preto

2.      Azul

3.      Verde

4.      Canela

II.                BICO

1.      Curvo

2.      Ligeiramente curvo

3.      Reto

III.             CAUDA

1.      Graduada (as retrizes tornam-se gradualmente mais compridas da borda para o meio da cauda, de ambos os lados).

2.      Forcada (as retrizes tornam-se mais curtas das bordas para o meio da cauda, em ambos os lados, lembrando uma tesoura).

3.      Acentuadamente forcada (tesoura)

4.      Reta (não existe diferença acentuada no comprimento das retrizes).

IV.             TAMANHO

1. Pequeno (de 8,5 cm para menos)

2. Médio (mais de 8,5 cm até 12,0 cm)

3. Grande (de 12,0 cm para mais)


Tabela 2. Quadro resumo para complementar a chave das espécies avistadas em Niterói

Espécie

Cor predominante

Bico

Cauda

Tamanho

Florisuga fusca

Preto

L. curvo

Reta

Grande

Phaethornis ruber

Canela

Curvo

Graduada

Médio

Glaucis hirsutus

Verde

Curvo

Graduada

Médio

Chlorostilbon lucidus

Verde

Reto

Forcada

Pequeno

Thalurania glaucopis

Verde

L. curvo

Forcada

Médio

Eupetomena macroura

Azul

Reto

Tesoura

Grande

Chinomesa fimbriata

Verde

Reto

Reta

Médio

Chlorestes cyanus

Azul

Reto

Forcada

Médio


Tabela 3.  Biometria dos beija-flores que ocorrem em Niterói

Espécie

Sexo

Peso

(g)

C. Total

(mm)

Asa

(mm)

Cauda

(mm)

Bico

(mm)

Florisuga fusca

9

128

85

48

21

Florisuga fusca

7

128

79

41

21

Phaethorns ruber

2,2

91

35

32

21

Phaethornis ruber

1,8

 

 

 

 

Glaucis hirsutus

9

115

63

39

33

Glaucis hirsutus

7

113

56

36

31,5

Chlorostilbon lucidus

3

85

48

31,5

16,5

Chlorostilbon lucidus

 

 

 

 

 

Thalurania glaucopis

5

109

62

52

19

Thalurania glaucopis

4

99

55

36

19

Eupetomena macroura

9

168

78

90

21

Eupetomena macroura

6

154

62

70

23

Chionomesa fimbriata

6

108

62

35

22

Chionomesa fimbriata

 

 

 

 

 

Chlorestes cyanus

3

84

50

27

17,5

Chlorestes cyanus

2,8

82

46

26,5

17,5

 

 

 OBRAS CONSULTADAS




BERLIOZ, J. Hummingbirds. In: GRZIMEK, B. GRZIMEK’s Animal Life Enciclopedia. V.8, Birds II, p.460-479. New York: Van Nostrand Reinhold Company, 1975. 620p.

BUSTOS, A; et al. Beija-flores: os cúpidos da Mata Atlântica. Interações de seis espécies de beija-flores em Santa Tereza ES: guia de campo. Curitiba: INMA, 2020. 28p.

CARVALHO, C. T. Notas biológicas sobre Chlorestes notatus Reich. (Aves. Trochilidae). Boletim do Museus Paraense Emílio Goeldi. Zoologia, n.18, p.1-17, 1958.

GAGLIARDI, R. Lista das aves do Estado do Rio de Janeiro – Versão 2011/1. Disponível em https://www.ceo.org.br/listas_de_aves/rj-gagliardi.pdf

GRANTSAU, R. Os beija-flores do Brasil. Uma chave de identificação para todas as formas de beija-flores do Brasil. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1988. 234p.

RUSCHI, A. Beija-flores do Brasil. Boletim do Museu de Biologia “Prof. Mello Leitão”. Série Zoologia, n.75, 1973.

RUSCHI, A; GREENEWALT, C. H. Beija-flores. Vitória: Museu de Biologia “Prof. Mello Leitão”, 1973. 175p.

RUSCHI, A. Beija-flores do Estado do Espírito Santo. São Paulo: Editora Rios, 1982. 263p.

RUSCHI, A. Aves do Brasil. Vol. IV. Beija-flores 1. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1986a. 206p.

RUSCHI, A. Aves do Brasil. Vol. V. Beija-flores 2. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1986b. 245p (207-452).

SICK, H. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1997. 912p. Beija-flores: Família Trochilidae, p.433-466.






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